domingo, 19 de junho de 2011

Cada vez chego mais à conclusão que vivo muito em função dos outros e que o meu sorriso não depende da minha felicidade mas sim da felicidade dos outros. Não tem qualquer tipo de explicação, é assim porque tem que ser, porque sempre foi, porque as pessoas que ocupam o meu coração têm esse direito e merecem toda a preocupação e dedicação da minha parte. Claro que alguns mais que outros! Por mim e para mim, qualquer coisa serve, é-me indiferente, sobrevivo e já é suficiente, mas eu sei que eles merecem mais que isso, merecem ser felizes, muito felizes, independentemente de qualquer problema. Por isso mesmo incentivo-os a tomar a decisão certa quando estão «à beira do precipício»: dar um paço em frente, esquecer o passado e não pensar sequer no futuro porque estão a viver o presente e isso já requer muito trabalho e muito empenho. Ser feliz não passa só por sorrir, é bem mais complexo, tão mais complexo que isso. A felicidade passa pela própria segurança ou autoconfiança, passa pela realização dos mais pequenos sonhos e às vezes também dos grandes, pela sensação de bem-estar, de ter tudo aquilo que merecemos e acima de qualquer coisa, tudo aquilo que queremos (moderadamente) e lutando para as ter, sem passar por cima de ninguém. E quando pensamos no passado, nas coisas que já tivemos e que já conquistámos, e algumas até já perdemos, pensamos “eu era feliz e nem sabia”... Mas a vida é assim, faz parte. E um dos maiores segredos da vida é saber perdoar. Mas mesmo, de coração. Eu própria não sei perdoar algumas situações, não vale a pena dizer simplesmente que perdoamos, temos também que o sentir, e eu não o sinto em determinadas situações, não é por não querer, é por não ter essa capacidade! Não pinto as coisas como as imagino, pinto as coisas como as vejo e nem sempre isso é a melhor escolha, mas é a minha e a de muitas pessoas, e para mim é a mais correcta, não engano nem me sinto enganada por mim mesma. Tanta gente me desilude dia após dia, tanta. E ao contrário do que podem pensar eu dou muitas oportunidades quando me sinto que as posso dar, não o faço por ninguém, faço-o por mim mesma por mais complicado que isso se torne muitas vezes. Não me interessa estar rodeada por muita gente, interessa-me sim estar rodeada por gente que gosta de mim da mesma maneira que eu gosto deles, e que merece esse sentimento. O resto? Não me interessa!

Sem comentários:

Enviar um comentário