Prisioneira de mim mesma. Prisioneira dos meus próprios
passos, das minhas próprias palavras. Prisioneira de tudo o que vejo.
Prisioneira de tudo o que quero ser, do
meu próprio espaço e do meu próprio tempo. Alma que quer voar e está presa numa
gaiola fechada a sete chaves. Lágrimas escondidas que explicam todas as
palavras que ficam tantas vezes por dizer.
É assim que me sinto, é isto que vejo num súbito olhar ao
espelho. Os meus olhos ardem, estão vermelhos, sinais de tantas lágrimas
derramadas para um dia só. Uma música calma que me faz adormecer depois de
tanta mágoa e tanta dor escorrida pelos olhos… E a calma parece
finalmente chegar a mim, arrumando todas as ideias na minha confusa cabeça.
São demasiados rascunhos para uma folha de papel só. São
demasiados pensamentos maus para tantos sentimentos bons. Demasiadas desilusões
para tantas tentativas e tantos esforços. Demasiados problemas para um só
sorriso. Chama-se tristeza, chama-se realidade… Chama-se vida!
“You better
know that in the end
It’s better
to say too much, than never to say what you need to say again.”
John Mayer
