domingo, 10 de fevereiro de 2013



Prisioneira de mim mesma. Prisioneira dos meus próprios passos, das minhas próprias palavras. Prisioneira de tudo o que vejo. Prisioneira de tudo o que quero ser,  do meu próprio espaço e do meu próprio tempo. Alma que quer voar e está presa numa gaiola fechada a sete chaves. Lágrimas escondidas que explicam todas as palavras que ficam tantas vezes por dizer.
É assim que me sinto, é isto que vejo num súbito olhar ao espelho. Os meus olhos ardem, estão vermelhos, sinais de tantas lágrimas derramadas para um dia só. Uma música calma que me faz adormecer depois de tanta mágoa e tanta dor escorrida pelos olhos… E a calma parece finalmente chegar a mim, arrumando todas as ideias na minha confusa cabeça.
São demasiados rascunhos para uma folha de papel só. São demasiados pensamentos maus para tantos sentimentos bons. Demasiadas desilusões para tantas tentativas e tantos esforços. Demasiados problemas para um só sorriso. Chama-se tristeza, chama-se realidade… Chama-se vida!


“You better know that in the end

It’s better to say too much, than never to say what you need to say again.”
                                                                       John Mayer


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