Desapareceste durante largos
meses que pareciam nunca mais ter fim e hoje, por mero acaso cruzei-me contigo
numa rua repleta de trânsito e cercados de uma multidão apressada… uns
atrasados para o emprego, outros simplesmente impacientes sem razão aparente.
Olhei para ti e só consegui sorrir, talvez pela felicidade que me iluminou por
dentro… Ou até por outra razão qualquer, pouco me importa. Mas eu via-te perto!
Via-te tão perto, como nunca te vira antes e só isso me interessava naquele
momento. Via os teus olhos da cor do céu centrados nos meus que oscilavam de tanta
timidez, o teu sorriso radiante tal e qual como o sol que banhava a tarde… por
curtos instantes fomos só nós, sem mais ninguém à nossa volta. Tinha saudades
de sentir o teu toque percorrer os meus braços, de sentir a tua respiração tão
calma e serena, de me encostar a ti e sentir-me segura como se entrasse num
mundo fora do meu alcance. Que saudades das tardes quentes de Verão que
passávamos a sós, entre muitas trocas de olhares cúmplices, das nossas noites
em que, numa ou outra festa, te sentavas ao meu lado e simplesmente nos
olhávamos como se nunca mais nos fossemos ver, rodeados de brincadeiras tão
nossas como a vontade que tínhamos de ficar ali para sempre. E os nossos
abraços bem apertados, os beijos tímidos, a sensação de borboletas no estômago.
Tinha saudades de sentir isso contigo e corri, corri em direção a ti e parecia
que esses pequenos metros eram intermináveis. Foi então que parei, mesmo em
frente a ti e me abraçaste sem hesitar… Senti-me como se nunca me tivesses
largado e tu não podes sequer perceber o quanto isso significou para mim.
Foi
então que pensei: - E agora? O que vem a seguir? Vais abandonar-me de novo como
se nada disto tivesse significado?
E parecendo que ouviste os
pensamentos olhaste-me tão profundamente nos olhos e repetiste vezes sem conta:
- Agora não te largo mais! Nunca mais!
E deixas-te o teu íntimo transparecer perante toda a multidão, seguraste-me a mão e caminhaste comigo sem rumo, sem destino, sem limites, sem mais ninguém ao nosso redor. Eramos eu e tu, sem barreiras nem promessas de amor eterno. E eu? Eu senti-me amada pela pessoa que realmente amava… nada no mundo é tão significativo.
E deixas-te o teu íntimo transparecer perante toda a multidão, seguraste-me a mão e caminhaste comigo sem rumo, sem destino, sem limites, sem mais ninguém ao nosso redor. Eramos eu e tu, sem barreiras nem promessas de amor eterno. E eu? Eu senti-me amada pela pessoa que realmente amava… nada no mundo é tão significativo.
Independentemente
do futuro, o que vivemos com as pessoas que amamos nunca é tempo perdido quando
somos amados também, independentemente da maneira que acabe sabemos que um dia
fomos felizes com aquela pessoa, e que nunca mais a esqueceremos!

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