- Carta para os teus sonhos
A palavra sonhos pode ser interpretada de duas formas... ou seja, dependendo do contexto. Eu posso dizer que sono nos dois. Tenho grandes sonhos, mas grandes mesmo, grandes sonhos em cima de grandes pessoas e... como dizem... pessoas essas que parecem demasiado pequenas para os tornarem realidade. Concordo! Não vale a pena sonhar com essas pessoas nem com nada que implique outras pessoas, só podemos confiar em nós próprios e, sendo assim, só devemos sonhar com aquilo que só nos diga respeito a nós e que só nós os possamos tornar realidade, pelas nossas mãos, pela nossa força de vontade. E tenho sonhos estúpidos enquanto durmo, sim, como qualquer pessoa, sonho com coisas sem sentido, com pessoas que são e não são importantes para mim, com pessoas que já me desiludiram muito e outras que, pelo contrário, nunca me desiludiram. Sempre ouvi dizer que quando sonhamos é a nossa cabeça a "arrumar" as ideias. Existem várias versões e sinceramente parecem-me todas rebuscadas. Acho que sonhamos porque sim, porque o mundo é assim e nem tudo tem que ter uma explicação. Não tenho muito para dizer sobre sonhos, não sou muito disso, prefiro viver mais terra-a-terra, afinal, é disso que é feita a vida. Tenho poucos mas grandes sonhos, mas só meus, sem mais ninguém em comum, sem nenhuma única pessoa no meio. Sei que a maioria não vão puder ser realizados, mas, mesmo assim, ainda não pagamos para sonhar e a vida dá muitas voltas, mesmo que isso não vá mudar nada. Sonhos são sonhos e nada vai mudar isso, o sonho de viver para sempre, de se dar bem na vida, de ter tudo o que um dia irá sentir falta... nada disso é possível, algum dia as coisas irão desabar e aí irão perceber o quanto os sonhos não passam disso mesmo... meros sonhos. Mas mesmo assim, sonhar nunca fez mal a ninguém!

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