- Carta para alguém que gostavas que te perdoasse
Desde o início tenho sido imensamente má para ti, mas mesmo má no sentido da palavra. Nunca te aceitei, não sei se por casmurrice ou por não querer ou talvez até por ter medo que tentasses substituir o que me faltava. Não interessa, sempre fui má para ti. Mas ás vezes consegues ser tão, mas tãããão insuportável, tens um feitio péssimo e estúpido até dizer chega, implicas por tudo, proíbes tudo o que queres e tem que ser tudo a tua maneira, da maneira que queres e como gostas. E isto não é bem por "gostar que me perdoasses" é admitir que errei contigo e não sou assim para ninguém, tal como me conheces. Não te deixo mandar em mim, isso não, não tens esse direito e só o farias se eu quisesse e autorizasse (não é o caso) e ninguém te dá ao direito de levantares sequer a mão para mim, não te é exercido esse direito e não tens que tentar sequer dominá-lo. Vives aqui a seis, sete anos e não digo que te odeie, mas também não morro de amores por ti e quanto menor for a nossa convivência melhor me corre a vida. Pensas que tens o mundo aos pés, que sabes tudo e que só tu é que és a mente brilhante, que não erras, que não cometes erros. Mentira, tudo mentira. isso que odeio em ti, sentes-te superior, queres ser o "líder". Odeio isso. Implicas comigo por tudo e por nada, ou são as mensagens no telemóvel, ou é a net, ou é o mp3, ou é a minha forma se estar ou se me sentar a mesa de vez em quando. Quando estou de mau humor consegues por-me ainda pior. Irritas-me. Mas já que não há nada a fazer, já que tenho que conviver contigo para sempre que seja... mas evita extremos, se faz favor. Não te peço para me desculpares por nenhuma das formas que te tratei porque fizeste o mesmo comigo. Só tens que entender e pronto, esse é o teu papel, não me queiras mudar nem re-educar a tua maneira! Se mudasses só isso a nossa convivência tornar-se-ia um bocadinho mais agradável.
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