segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Agora sou eu que não te quero mais na minha vida. Estou chateada, estou revoltada, estou a enterrar seis meses de uma vida partilhada contigo, e agora, tenho a certeza que não vou voltar a chorar. Esta vai ser a ultima coisa que escrevo relacionada a ti, estou farta de ser sempre a única que sai a perder, estou farta de viver uma vida de merda por isto ou por aquilo. QUERO QUE TUDO O QUE NOS UNIU MORRA! Quero que desapareças da minha vida tão facilmente como eu saí da tua, quero esquecer que algum dia te conheci, que partilhei uma vida ao teu lado, que foste a única pessoa realmente importante, que me afastei do mundo para ficar contigo, que discuti com muita gente para te defender e que deixei de falar com muita gente por causa dos teus ciúmes. Tudo o que me liga a ti vai ser apagado, das tuas fotografias às nossas conversas, das memórias divididas e que até hoje foram perfeitas. Vais morrer para mim e só quando isso acontecer é que eu vou ser a pessoa mais feliz do mundo, estou farta de sofrer por uma coisa que já acabou a muito tempo, fiz tudo por ti e só perdi com isso! Se mereço ou não eu não sei, mas que não volta a acontecer... isso não. Um dia vou conhecer a outra parte do mundo, aquela onde não existes, sim, essa mesmo e espero que estejas bem longe dali. Enterro aqui hoje e agora a nossa história, foste a pessoa que mais me fez sofrer em toda a minha vida e isso não tem desculpa, dei-te tudo o que podia e isso saiu-me caro, dizias que nunca me querias magoar e olha o que acabas-te de fazer! Mas bem, as coisas mudam e sei que isso é verdade, mas também não mudam assim tão de repente e a história do «ah e tal apareceu outra pessoa» não colam... se gostasses como dizias nada era assim, porque quem gosta mesmo de verdade não esquece com facilidade. A verdade é que toda a gente fala do amor, toda a gente pensa que sabe tudo sobre ele, mas a verdade é que ninguém mas é que mesmo n-i-n-g-u-é-m sabe nada sobre ele, ninguém sabe o que é verdadeiramente, podemos ter uma ideia, mas ninguém sabe em concreto o que significa essa forte palavra... «amor». Por isso, por estar farta de tentar entendê-lo desisto! DESISTO! Acho que no fundo, tu, que eras a pessoa com quem eu mais me identificava e com quem via um sempre, nunca passas-te de mais uma tentativa de felicidade. Foram seis meses contigo e vou lembrar-me sempre de alguns dos bons momentos... mas os maus... esses não vão nunca ser sequer esquecidos, talvez por serem os que marcam mais. Agora adeus e até nunca mais, não te desejo mal nenhum e apesar de pensares que sou uma mimada e que não sei ouvir um «não» quero que sejas feliz, mas não penses sequer em dirigir-me a palavra NUNCA MAIS, porque apesar de todas as divergências que tivemos pensava que me conhecias um pouco mais, pensava que conhecias um pouco mais a minha vida. Achas mesmo que só estou bem quando tenho tudo? Achas? Tudo o quê? Bens materiais? Será que isso é tudo?! Enfim, sem comentários. Nessa altura falávamos de desilusões... e nem sabes a desilusão que me deste com aquelas palavras, achava mesmo que eras diferente, único, perfeito, mas isso era só uma imagem e pelos vistos pintada por mim, quase que pura ficção. Morres-te, agora só quero esquecer-te e esse será o meu objectivo principal. Dito isto, despeço-me de vez de ti e de tudo o que me trouxeste tanto de bom como de mau. Uma certeza? Foste o melhor de todos e o que eu mais amei/amo, isto não posso negar. Vieste, ficaste e um dia e com muito esforço... irás. Bye!

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